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Alberto Benveniste

Universidade de Lisboa

Cátedra de Estudos Sefarditas
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JÁ ESTÁ EM IMPRESSÃO - AGORA, RESERVE AQUI: Dicionário dos Sefarditas Portugueses. Mercadores e Gente de Trato


Este volume, que é o resultado do projecto homónimo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia estará disponível em Novembro, pelo que aceitamos, desde já, reservas para o e-mail: cat.ests.sefarditas@fl.ul.pt. Pode também fazer a reserva através do formulário disponível para o efeito: clique aqui.






Apresentação

O papel histórico desempenhado pelas comunidades sefarditas de origem portuguesa no desenvolvimento da vida material, entre o século XV e o século XVIII, foi o objectivo principal da investigação científica que está na origem do Dicionário de Sefarditas Portugueses. Mercadores e Gente de Trato.
Sobre este assunto encontra-se disponível, nos fundos das bibliotecas, uma vastíssima bibliografia, alguma da qual, ainda que de relevante qualidade, permanece esquecida e de difícil consulta.
Na feitura deste Dicionário a fase de investigação arquivística durou quatro anos e a redacção dos verbetes e entradas ocupou a equipa de pesquisa durante igual período de tempo.

A organização e o planeamento do Projecto, os objectivos a cumprir e a forma de os alcançar, consumiram parte significativa do primeiro ano de trabalho. Nessa altura, dado que se tratava de um Projecto de longa duração, achou-se por bem definir um conjunto de rotinas que, depois de verificadas, orientassem, com alguma segurança, o trabalho dos investigadores. Elaboraram-se os cronogramas individuais e fixaram-se os objectivos de cada investigador.
Desta forma anular-se-iam, ou reduzir-se-iam ao mínimo, as dificuldades que sempre surgem nas fases sucessivas de qualquer pesquisa, sobretudo em projectos com esta duração.
Num primeiro momento, a equipa definiu alguns problemas ontológicos que se apresentavam. Desta forma, assumiu-se que toda a pesquisa se organizaria em torno dos Mercadores e Gente de Trato de origem sefardita portuguesa, com actividade económica ou comercial entre o último quartel do século XV e a primeira metade do século XVIII.
A interiorização deste enquadramento ontológico foi fundamental para delimitar a pesquisa, e premissa básica para que as fases subsequentes não se afastassem demasiado das expectativas iniciais.
Depois de, provisoriamente, ter sido clarificada a metodologia de trabalho, com a definição dos objectivos individuais e colectivos, traçaram-se os algoritmos em conformidade com a especificidade das tarefas a concretizar. E, de seguida, marcaram-se os cronogramas, sujeitos, como sempre acontece, a ajustamentos imprevistos.
Desde logo a equipa de investigação definiu formas de recolher e tratar a informação, em conformidade com linhas de orientação previamente discutidas. Pretendia-se dotar a equipa de procedimentos relativamente definitivos, ainda que susceptíveis de ajustamentos impostos pelas surpresas e desvios a que todas as pesquisas estão sujeitas.
Esta preocupação resultou em ganhos claros: desde o primeiro momento, o tratamento da informação nova já se encontrava desenhado e a funcionar de forma a responder às solicitações dos objectivos básicos do Projecto.


Apresentamos a versão final do Projecto sob a forma de Dicionário por nos parecer ser esta a melhor maneira de organizar o conhecimento novo que a pesquisa proporcionou. Por um lado pela facilidade em estruturar a informação; depois, porque as numerosas remissões e os índices remissivos transferem a informação de um ponto a outro e estabelecem a ligação entre elementos aparentemente distantes, assim, facilitando, e muito, o trabalho do leitor.
As biografias foram sendo elaboradas em conformidade com um guião pré-estabelecido, e sendo ajustadas à medida que a investigação progredia e revelava novos dados.
Frequentemente, e por diversas razões, algumas entradas ganham a forma de estudos de caso, na medida em que são exemplos, e alguns mesmo paradigmáticos, no quadro que temos da época e da temática. Mas são também o resultado de um entrecruzar de fontes e de dados muito complexos com que se tecem as teias relacionais entre famílias e indivíduos, e entre estes e as comunidades, quase todos, praticamente, em diáspora.
Noutro sentido, a escolha da prosopografia como campo metodológico de trabalho, partindo da recolha da informação a este respeito já conhecida, possibilitou a análise comparativa e de validação dos conteúdos, e sempre que surgiam referências à Inquisição, remeteu-nos para os processos da Torre do Tombo. Assim a informação com que se trabalhava tornou-se mais complexa, orientando-nos para a dupla hélice do Projecto: por um lado conhecer a estruturação interior das famílias, evidenciando a informação genealógica; por outro, e por via do inventário de bens, lançar luz sobre as formas de acumulação patrimonial, e mesmo sobre as transferências de bens no seio das próprias famílias ou mesmo entre elas.


Igualmente foram definidos os acervos documentais, a bibliografia temática e criadas condições para leituras de rastreio da informação disponível. Genericamente, a consulta bibliográfica organizou-se em torno de “âncoras bibliográficas”, de que são exemplos os estudos sobre a Europa do Norte e sobre o Brasil e a Ibero-América.
Este dicionário afirma um saber temático. Um momento de síntese daquilo que, num determinado tempo, sobre ele se conhece. Dá conta de saberes, muitas vezes geracionais, integra a nova informação, e procura a sua validação científica na novidade que contém e no rigor metodológico do seu tratamento. Mas continua um texto aberto que, embora alargando os horizontes do que se conhece, está sujeito à perda de novidade mas, seguramente o desejamos, incentivará à descoberta de novos problemas e à formulação de novas soluções.

Reservámos para o fim desta breve apresentação dizer o quanto estamos gratos às pessoas e instituições que deram alento a este Projecto. Em primeiro lugar, à Fundação para a Ciência e Tecnologia; à Família Benveniste, Dr. Serge Marcos de Benveniste e Dra. Monique Marcos de Benveniste, mecenas da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste”.
À Fundação da Universidade de Lisboa. À Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e ao Centro de História da Universidade de Lisboa.
A todos, o nosso obrigado.

A. A. Marques de Almeida
Investigador Responsável


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Instituições (Arquivos e Bibliotecas) que suportaram a pesquisa*


SIBUL (Sistema Informático das Bibliotecas da Universidade de Lisboa);
Biblioteca Nacional de Portugal;
Biblioteca João Paulo II (Universidade Católica Portuguesa);
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra;
Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo;
Biblioteca da Cátedra «Alberto Benveniste»;
Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa;
Biblioteca da Ajuda
Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora
Biblioteca Pública Municipal do Porto
Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade e Lisboa.

Biblioteca Rosenthaliana (Universidade de Amesterdão);
Archivo General de Simancas;
Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro;
Biblioteca da Universidade Fluminense;
Biblioteca da Universidade de São Paulo;
Biblioteca da Universidade Presbiteriana de McKenzie (S. Paulo).
Archivo General de la Nación (Lima, Perú)

E ainda, como manuais de referência, consultaram-se:
António Joaquim Anselmo, Bibliografia das Obras impressas em Portugal no Século XVI, Lisboa, 1926;
Boletim Internacional de Bibliografia Luso-Brasileira, Lisboa, Fundação Gulbenkian, 1960-1973;
Catálogo da Livraria Conde de Ameal, Porto, 1924
Catálogo da Livraria de Fernando Palha, Lisboa, 1896;
Catálogo da Livraria dos Condes de Azevedo Samodães, Porto 1921/22
Inocêncio Francisco da Silva, Dicionário Bibliográfico Português
Jorge Peixoto, Bibliografia analítica das Bibliotecas Portuguesas, Coimbra, Biblioteca Geral da Universidade, 1987.


* Todas as entradas do Dicionário remetem para bibliografia de suporte (estudos e fontes).


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Ficha técnica

Seguidamente apresenta-se os indicadores constantes da base de dados com que todos os investigadores trabalharam e que, naturalmente, foram os campos com que se construíram os textos referentes a cada biografado:
- Nome católico
- Nome Judaico
- Nome Católico (outro)
- Local de nascimento
- Local de casamento
- Data de casamento
- Local de falecimento
- Data de falecimento
- Pai
- Mãe
- Avós paternos
- Avós Maternos
- Estado civil
- Cônjuge
- Local de nascimento do cônjuge
- Data de nascimento do cônjuge
- Local de falecimento do cônjuge
- Data de falecimento do cônjuge
- Filhos
- Netos
- Outras relações familiares
- Fortuna
- Profissão ou actividade
- Relações comerciais
- Intermediários
- Contratadores relacionados
- Relações com estrangeiros
- Relações com o poder político
- Observações
- Percurso


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Equipa de investigação:

A. A. Marques de Almeida - Investigador Responsável

Paulo Mendes Pinto – Coordenador

Carla Vieira - Bolseira de Investigação Científica (FCT)
Susana Bastos Mateus - Bolseira de Investigação Científica (FCT)
Florbela Veiga Frade - Colaboradora eventual
Patrícia Cardoso Correia - Colaboradora eventual / estagiária
Clareana Marques - Colaboradora eventual / estagiária
Rita Henriques - Colaboradora eventual / estagiária
Catarina Durão - Colaboradora eventual / estagiária
Carlos Manuel Valentim - Colaborador eventual
Maria Fernanda Guimarães - Colaboradora
James Nelson Novoa - Colaborador eventual
Alice Tavares - Colaboradora eventual
Pedro Beirão - Colaborador eventual
Tiago Polmo - Colaborador eventual
Maria da Graça Mateus Ventura (ICIA)- Participação na fase inicial da estruturação






 

 
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